Dia 12
Definitivamente, o dia não começou bem. Apesar de termos comparecido no aeroporto 1H30 antes do vôo, não foi suficiente. A fila para o chek-in serpenteava vários balcões e foi preciso esperar uns 40 minutos para perceber que afinal não me ia livrar de pagar excesso de bagagem. Ah pois é! “a mala dos 2 senhores excede em 25Kg o total permitido, pelo que o valor a pagar é de 325 euros”. Contive um palavrão e paguei, resmungando mesmo assim: ainda nem descolei e já deixei aqui quase um ordenado mínimo.
Tive ainda que despachar o “monstro” na secção “bagagem fora de formato”. Olho para o relógio - 09H55. Temos 5 minutos para apanhar o avião e muitos metros até à porta de embarque. Toca a correr. Entramos na cabine e estão todos à nossa espera, inclusivé alguns colegas da concorrência. Viagem com muita turbulência e uma refeição digna da corporacion dermoestética.
Chegamos esfomeados ao aeroporto de Genéve. Os carrinhos para transportar bagagens custam 2 euros. Não tenho trocos. Alombo sozinho com as 2 malas - 21 e 35 kg, respectivamente. Há que levantar o carro na Avis, mas é preciso fazer o upgrade pois as malas não cabem no que foi escolhido previamente. Sai-nos na rifa um VW Touran com caixa automática. O piloto, pouco habituado a estas modernices, e com pouca sensibilidade no pé esquerdo, não consegue evitar algumas travagens bruscas (onde raio está o pedal da embraiagem?), mas mesmo assim, seguimos caminho.

Os limites de velocidade na Suiça são o extremo oposto da Alemanha. Radares e avisos constantes não permitem a condução a que estamos habituados. Almoçamos numa estação de serviço e continuamos até Neuchatel, onde seguimos directamente ao hotel, cujo acesso principal não facilitou o transporte das malas, como aqui se pode ver:

Check-in feito e malas arrumadas, dirigimo-nos para o hotel que vai receber a Selecção, onde recolhemos algumas imagens sobre os preparativos para a chegada dos craques. A zona limítrofe do hotel é uma espécie de faixa de gaza, com limitações de circulação, de nível de ruído, paineís escuros que tapam o autocarro e patrulhas marítimas que vigiam a costa do lago. Apesar do aparato, é uma bela zona onde o lago e as montanhas se unem num final de tarde em que apetece tudo menos trabalhar.


Próxima paragem: Centro português de Neuchatel.

Neste café-restaurante, onde centenas de emigrantes lusos convivem diariamente, o Euro ainda está no aquecimento. Juntam-se as mesas e as cervejas à volta da televisão para assistir ao Portugal-Geórgia, do qual só vimos a 1ª parte, pois há que regressar ao hotel para enviar a reportagem.
Jantar e cama. O corpo reclama descanso. e com razão.