June102008

22º Dia

Para que não restem dúvidas sobre a crescente (e preocupante) insanidade que reina no media center, aqui ficam algumas fotos a prová-lo:

Sim, é oficial: estamos a ficar loucos. Mais uma semana de conferências e treinos à porta fechada e isto só lá vai com internamento e colete de forças.

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June92008

20º e 21º Dia

Últimos dois dias practicamente idênticos em termos de agenda. O treino aberto ao público após a vitória com a Turquia registou mais uma enchente de emigrantes, como devem ter visto na TV. Não vos maço portanto com mais pormenores sobre a euforia da tugalhada.

Alguns dos jornalistas que acompanham a Selecção desde Viseu estão juntos há mais de 20 dias. Das refeições, às horas de trabalho e até aos tempos livres, todo o tempo é passado na companhia das mesmas pessoas. Esta situação torna este campeonato numa espécie de big brother para os jornalistas, “obrigados” a estarem e trabalharem juntos, o que nem sempre é fácil.

Aqui e ali vão emergindo alguns sintomas desta saturação, seja pelo cansaço psicológico e irritabilidade, seja por momentos de pura insanidade, imprescindível para sobreviver neste meio.

Se rir é o melhor remédio, aqui não só é o melhor, como é o único. São estes momentos que ajudam a descomprimir e enfrentar as restantes horas de trabalho.

De toda a fauna mediática, os operadores de imagem são talvez os mais voláteis, seja pela constante pressão dos directos, pelo inferno logístico de cabos, tripés, microfones e câmaras que todos os dias carregam, constantes problemas de transmissão, afinações de som e imagem, etc…

Os “chapeiros” também não são flor que se cheire… sempre descontentes com a edição das suas fotos, carregam vários kilos de material todos os dias, sofrem da coluna, apanham sol e chuva e resmungam por tudo e por nada.

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June82008

19º Dia

Expectativa, emoção e cansaço.

A manhã começou com mais uma viagem de Neuchatel até Genéve, onde chegamos à hora de almoço. Estacionamos no parque de imprensa situado num shopping próximo do estádio (que se encontrava encerrado provavelmente por motivos de segurança relacionados com os turcos) e tivemos que comer no único restaurante aberto, um brasileiro apinhado de adeptos portugueses e turcos. Após alguma reportagem na rua, há que entrar no estádio: verificação de credencial, control de raio-x, marcação de lugar na fila para fotógrafos do grupo I (onde toda a imprensa tuga está incluída).

Este balcão abre 180 minutos antes da hora do jogo, mas os primeiros na fila podem marcar os lugares que não foram previamente ocupados pelas agências, que tem sempre a primazia nestas questões. Mesmo no grupo I, ficamos sempre com as sobras. Enquanto o meu pequeno banco fica a guardar lugar nesta fila que só abre daqui a umas horas, há que rumar para outra fila: a do balcão CPS (Canon Pofessional Service) onde os primeiros a chegar tem direito a alguns brindes e podem fazer limpezas e pequenas reparações gratuitas no seu equipamento. Dessa fila, para outra: a do bar, onde rapidamente desisto depois de ver o menu.

Aproxima-se a hora do jogo e os jornalistas tomam o seu lugar na bancada de imprensa:

O meu lugar no relvado não é dos piores, o que é sempre relativo, pois o jogo é sempre imprevisível e nunca sabemos onde vão acontecer os momentos-chave. O único problema é que fiquei mesmo debaixo da claque turca que, obedecendo ao líder da claque do Besiktas, grita desalmadamente e assobia a cada lance:

Valha-nos alguma beleza lusitana nas bancadas para contrastar com a tribo dos kebabs:

No final do jogo, 5,5 Gb para editar….regresso ao media center para tratar e enviar um total de 45 imagens, dos quais só algumas serão publicadas.

Como estamos na Suiça, os estabelecimentos fecham cedo, mas conseguimos convencer um emigrante português a manter o seu restaurante aberto até às 03H00 para nos matar a fome. Refeição rápida, pois ainda nos esperam mais de 100 kms até ao nosso hotel….

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June72008

18º Dia

A crónica de hoje vai em formato telegráfico, tipo foto-legenda, porque não há tempo para mais. Voilá:

Viagem para Genéve sempre acompanhados por este fantástico clima a que a Suiça já nos habituou.

A chuva não nos larga….Tenda da RTP com muita gente por m2 para registar a chegada da selecção ao hotel em Genéve. Mas espera….directos para uma chegada a um hotel? está tudo louco?!

Aos seus lugares……Foto de equipa antes do início do treino aberto nos primeiros 15 minutos, como já vai sendo (mau) hábito.

Fomos expulsos da conferência de imprensa (“photographers out! go now! or i will take your credencial” - simpáticos estes suiços…) mas deixaram-nos trabalhar no media center, ainda que perto de alguns jornalistas turcos cujo odor corporal podia ser usado como arma biológica.

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June52008

17º Dia

Mais um dia desesperadamente rotineiro. Estas conferências de imprensa enervam um santo! Já não há pachorra para a novela Ronaldo. Todos os dias aparecem jornalistas espanhóis e ingleses a questionar os jogadores sobre o futuro de Cristiano. Mesmo sabendo que estão interditas as perguntas relacionadas com transferências e clubes, eles insistem até à exasutão, inventam declarações, anunciam datas e abusam da retórica para conseguir sacar declarações impossíveis. Tudo em nome duma manchete, duma expectativa, duma ilusão. Mas faz algum sentido anunciar uma transferência milionária para um clube a 2 dias do arranque do Euro?… Haja bom senso.



Caminhávamos pelas ruas da cidade depois de almoço quando deparamos com uma publicidade a uma edição especial dum relógio referente ao Euro com um grave erro de gramática….ou estarão os suiços a adiantar-se ao acordo ortográfico?



Mais um treino com cerca de 20 minutos, o que em número de fotos se traduz na absurda quantidade de 2Gb. Edição e envio feitos, sobra ainda algum tempo, que Jorge Monteiro aproveita aqui para mostrar a sala de imprensa ao seu filho através da webcam. Valha-nos a tecnologia para encurtar distâncias e matar saudades.



Entramos finalmente em contagem decrescente para o “verdadeiro” Euro 2008, com a aproximação duma semana com jogos e toda a dinâmica que estes implicam em termos de trabalho. Let the games begin que eu estou com Neuchatel pelos cabelos!

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12AM

16º Dia

Resumindo o dia numa palavra…..rotina.
Os dias passam cada vez mais iguais e os rituais repetem-se. Neuchatel é uma localidade pequena e, ao fim de apenas alguns dias, já tratamos os empregados do restaurante por tu, fazemos compras na mercearia e conhecemos atalhos e vielas.

Apesar da fácil adaptação ao local, não posso dizer que esta experiência na Suiça esteja a ser mais agradável do que a que tivemos na Alemanha há dois anos. O povo não é naturalmente simpático, revela-se excessivamente rigoroso em termos de horários, regras e protocolos e a sua formalidade choca frequentemente com o nosso estilo de vida bem mais descontraído.

No final da manhã, em mais uma reportagem fora do ambito da selecção, entrevistamos uma personagem curiosa que, pela sua actividade académica e local da entrevista, obrigou-me a improvisar de modo a produzir uma imagem apelativa e que tivesse relação com essa mesma actividade. O resultado pode ser visto no sítio do costume.



Com apenas uma conferência e um treino aberto durante 15 minutos para recolher imagens, a margem que sobra para a criatividade é zero. Basicamente dispara-se a tudo que mexe, tenta-se um enquadramento que ilustre o assunto do dia e recorre-se ao arquivo de outros dias para encher as restantes páginas. Passamos mais tempo ao computador do que a disparar. E por falar em disparar, já por várias vezes me deu vontade de dar um tiro no meu portátil, mas como não é meu e ainda não há guito para encomendar um mac, respiro fundo e espero que a ampulheta pare de dar voltas.

Depois de jantar, repete-se outro ritual: limpar cartões, carregar baterias, libertar espaço em disco, gravar dvd’s, organizar o arquivo e, enquanto houver energia, actualizar este espaço.

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June42008

15º Dia

Just another day at the office….
Manhã livre. Na expectativa de fazer uma reportagem diferente para complementar o noticiário do dia, partimos logo após o pequeno-almoço em direcção a uma localidade próxima de Neuchatel. Infelizmente, nem tudo correu bem e, com tantas dificuldades e imprevistos, acabamos por regressar à base de mãos vazias. Compramos alguns adereços para ilustrar uma nova história e durante ao almoço, inesperadamente, encontramos a reportagem que procuravamos e que pode hoje ser lida no Record.



Com treino aberto ao público durante a tarde, a invasão de tugas foi monumental. Reencontramos dois adeptos que seguem a selecção para todo o lado há vários anos, que com humor sempre bem regado, não perdem uma oportunidade de fazer rir os que passam.



Entretanto, continuam a chegar jornalistas de toda a parte. No discurso de todos eles há um denominador comúm: Cristiano Ronaldo.



No media center trabalha-se afincadamente, mas sempre com boa disposição, em grande parte devido à presença destes 3 “monstros” do jornalismo desportivo.

Apesar das dificuldades, o dia acabou por correr bem. Mesmo assim, sei que hoje (que é um dia especial) faço mais falta em casa do que aqui. E lamento estar mais uma vez ausente.

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June32008

14º Dia

1º dia de treinos no Estádio La Maladiére, em Neuchatel. O recinto está situado junto ao lago e com vista para as montanhas, a menos de 1 Km do nosso hotel. Como habitualmente acontece, estamos limitados a recolher imagens apenas dum dos lados da bancada.

A verdade é que sempre houve restrições, mas actualmente elas são de tal forma, que estamos todos no mesmo local, com as mesmas máquinas e com as mesmas objectivas a apontar para o mesmo sítio.

A probabilidade de conseguir uma imagem diferente é apenas uma questão de concentração, experiência e alguma sorte. Enquanto Cotrim (foto acima) aguarda que algo de interessante aconteça, Marçal (foto em baixo) aproveita a letra “A” (grupo de Portugal) na bancada para dar um outro colorido à sua peça.

Como sobra algum tempo até à conferência da tarde, almoçamos rapidamente e vamos abastecer-nos num supermercado local, de modo a ter algo disponível no minibar do hotel nos dias em que não houver tempo para jantar. Das azeitonas maçarico, à omnipresente super bock, não faltam produtos portugueses nas grandes superfícies. Os 11.000 portugueses (legalizados) em Neuchatel podem assim matar saudades de casa com produtos da terra-mãe. E nós também.

A super bock estava em promoção, mas obrigava à compra duma grade completa. E fartos de carregar pesos já andamos nós…

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June22008

13º Dia

Despertar às 06H30. As malditas cortinas das 3 janelas do meu quarto (sim, 3) são incapazes de encobrir o sol da manhã que invade o quarto e me rouba o sono. Depois do pequeno almoço tomado, arrancamos para Basileia. É uma viagem com pouco mais duma centena de kilómetros, mas sempre feita entre os 80 e os 120 km/h, e com muitos túneis– um verdadeiro teste à resistência.



O objectivo da viagem é recolher, no Media Center, as credenciais que usaremos durante todo o campeonato. Somos ainda brindados com a oferta duma mochila e alguma documentação de apoio.



Como se aproxima a hora de almoço, resolvemos comer na zona central, num restaurante bem mais alemão que suiço.



Regresso a Neuchatel onde, após uma longa espera, assistimos e registamos a apoteótica chegada da Selecção, recebida por milhares de portugueses em clima de verdadeira euforia. Pelo que vi, os jogadores souberam desta vez corresponder a este entusiasmo da população e retribuiram de modo bem mais afável do que nos últimos dias em Viseu. Ainda bem para todos.



O povo invadiu toda a zona que circunda o hotel da selecção, pelo que as ruas ficaram intransitáveis. Com a circulação limitada, todo o local serve para enviar o serviço.



Do quarto andar do nosso hotel, algumas horas depois, é ainda possível ouvir ao longe buzinas e gritos “Portugal, Portugal!”. Ninguém diria que ainda não ganhamos nada….

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May312008

Dia 12

Definitivamente, o dia não começou bem. Apesar de termos comparecido no aeroporto 1H30 antes do vôo, não foi suficiente. A fila para o chek-in serpenteava vários balcões e foi preciso esperar uns 40 minutos para perceber que afinal não me ia livrar de pagar excesso de bagagem. Ah pois é! “a mala dos 2 senhores excede em 25Kg o total permitido, pelo que o valor a pagar é de 325 euros”. Contive um palavrão e paguei, resmungando mesmo assim: ainda nem descolei e já deixei aqui quase um ordenado mínimo.

Tive ainda que despachar o “monstro” na secção “bagagem fora de formato”.  Olho para o relógio - 09H55. Temos 5 minutos para apanhar o avião e muitos metros até à porta de embarque. Toca a correr. Entramos na cabine e estão todos à nossa espera, inclusivé alguns colegas da concorrência. Viagem com muita turbulência e uma refeição digna da corporacion dermoestética.

Chegamos esfomeados ao aeroporto de Genéve. Os carrinhos para transportar bagagens custam 2 euros. Não tenho trocos. Alombo sozinho com as 2 malas - 21 e 35 kg, respectivamente. Há que levantar o carro na Avis, mas é preciso fazer o upgrade pois as malas não cabem no que foi escolhido previamente. Sai-nos na rifa um VW Touran com caixa automática. O piloto, pouco habituado a estas modernices, e com pouca sensibilidade no pé esquerdo, não consegue evitar algumas travagens bruscas (onde raio está o pedal da embraiagem?), mas mesmo assim, seguimos caminho.

Os limites de velocidade na Suiça são o extremo oposto da Alemanha. Radares e avisos constantes não permitem a condução a que estamos habituados. Almoçamos numa estação de serviço e continuamos até Neuchatel, onde seguimos directamente ao hotel, cujo acesso principal não facilitou o transporte das malas, como aqui se pode ver:

Check-in feito e malas arrumadas, dirigimo-nos para o hotel que vai receber a Selecção, onde recolhemos algumas imagens sobre os preparativos para a chegada dos craques. A zona limítrofe do hotel é uma espécie de faixa de gaza, com limitações de circulação, de nível de ruído, paineís escuros que tapam o autocarro e patrulhas marítimas que vigiam a costa do lago. Apesar do aparato, é uma bela zona onde o lago e as montanhas se unem num final de tarde em que apetece tudo menos trabalhar.

Próxima paragem: Centro português de Neuchatel.

Neste café-restaurante, onde centenas de emigrantes lusos convivem diariamente, o Euro ainda está no aquecimento. Juntam-se as mesas e as cervejas à volta da televisão para assistir ao Portugal-Geórgia, do qual só vimos a 1ª parte, pois há que regressar ao hotel para enviar a reportagem.

Jantar e cama. O corpo reclama descanso. e com razão.

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May302008

Dia 11

Último dia em casa antes da partida para a Suiça. Tempo passado em família e a preparar o equipamento para a viagem. E quando falo em equipamento, estou em parte a referir-me a isto:

Tirando os carregadores (que são muitos) e acessórios como monopé, tripés, grampos, banco e impermeáveis, entre outros, a ideia é sempre que possível viajar na cabine com todo o material que necessitamos para fotografar e enviar as imagens. Sim, é possível despachar tudo para o porão numa mala estanque, mas o risco de chegar ao destino e constatar que o material se extraviou ou chega mais tarde pode comprometer um ou mais dias de trabalho.

Nesta era pós-11-de-Setembro, ser repórter fotográfico e ter que viajar com frequência tornou-se um pesadelo logístico. Dependendo das companhias aéreas, as restrições de peso e tamanho variam, assim como a tolerância para com os fotógrafos. Existem alguns truques para conseguir levar o que queremos para a cabine, mas nenhum é infalível e, em algumas companhias, simplesmente não resultam.

Já me vi obigado a despachar tudo para o porão e rezar para que a mala chegue a tempo (e tive sorte) , já tive que pagar 450 euros por excesso de bagagem, já tive de deixar o equipamento à guarda do piloto do avião, já fui revistado e interrogado, submetido a controle de explosivos, obrigado a ligar o portátil a cada raio-x, tirar tampas das lentes, botas e cinto, explicar o que faço para ganhar a vida e até tirar uma foto a um cromo na alfândega de Glasgow porque não se acreditava que a máquina era digital.

Actualmente, os destinos que apresentam mais dificuldades são Inglaterra e Estados Unidos, pelas razões óbvias, mas basta ter o azar de viajar num dia após um ataque terrorista para que cada viajante seja considerado um perigo potencial e tratado como uma ameaça. Há que ter paciência…

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May292008

Dia 10

Estou a descansar em casa. Mesmo assim, à minha caixa de correio chegaram algumas imagens feitas no treino de ontem (obrigado, Simões) que não posso deixar de partilhar:

Há 2 anos atrás, foi Inês Sainz a “parar” um treino da Selecção. Desta vez, foi a nova namorada de Lisandro Lopez, Marta Leite Castro a fazer rodar as cabeças de jogadores e jornalistas. Estavamos desesperados por uns fait-divers, mas nem era preciso tanto… ;)

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May282008

Dia 9

Finalmente, o sol. A manhã começou cedo, para registar a partida do camião de suporte logístico da selecção, onde aproveitamos para passar uns olhos nos jornais portugueses e espanhóis.



Seguimos para o estádio, para mais uma conferência de imprensa que deixou indignados os nossos colegas espanhóis do “As”. Dizem eles que uma “roda de prensa” com 3 treinadores adjuntos durante 40 minutos em Espanha é algo impensável.

 

Há algum tempo atrás o Barcelona resolveu substituir uma zona mista
por conferência diária com apenas 2 jogadores, eliminando portanto a hipótese de contactos mais próximos e entrevistas individuais. A imprensa manifestou o seu desagrado e ameaçou não voltar. O Barça pensou duas vezes e
repôs a “zona mista”. Qualquer semelhança com a nossa classe pertence ao domínio da ficção.

Refeição rápida de modo a aproveitar o tempo para enviar todo o serviço da manhã e arrancar de imediato para Tondela.

Com o treino aberto ao público, mas limitado aos lugares existentes, valeu tudo para conseguir ver os craques.

Baterias apontadas a Cristiano Ronaldo, pois este foi o seu primeiro treino com bola e os próximos treinos serão à porta fechada. Há que produzir arquivo suficiente para abastecer as páginas dos próximos dias. Mais 4 Gb para editar, o que, a juntar à fraca rede Vodafone atrasou um pouco o envio das imagens. Refeição final por volta da meia-noite num dos poucos restaurantes dispostos a aturar esta fauna que nunca janta a horas decentes.

A nossa estadia em Viseu acaba aqui. Seremos rendidos daqui a umas horas por outra equipa, podendo assim disfrutar de dois dias de folga com a família e preparar as malas para esse longo (esperamos nós) período que vai ser o Euro 2008. Os próximos desenvolvimentos seguem já em território Suiço. Até já…

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May262008

Dia 8

E quando julgamos que o clima não podia piorar….eis que somos recebidos no Estádio do Fontelo com a temperatura tropical de 5ºC acompanhada dum dilúvio monumental.

Como se isso não bastasse, todos os jornalistas são obrigados a deixar as suas viaturas a cerca de 400m da entrada do estádio de modo a poder, nesse percurso, desfrutar deste maravilhoso clima enquanto arrastam vários kilos de equipamento. Obrigado, FPF.

Já no interior do estádio, alguns relaxam nos pufs da Galp (Galopante Aumento do Litro do Petróleo) enquanto outros tentam não adormecer na entediante conferência de Ricardo e Quim.

No final do treino, a meio caminho da hipotermia colectiva, fotos e textos são enviadas a partir dos camarotes.


Regresso ao hotel. Impõe-se descanso e secagem do material pois amanhã será das piores jornadas laborais, com serviços desde as 09H00 até às 21H00. Há que dormir depressa….

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12PM

Dia 7

Dia de folga para a Selecção, mas nem tanto para a imprensa. Com o regresso dos jogadores previsto para o final da tarde (onde até de cavalo foram esperados), sobrou algum tempo para descansar, tratar da lavandaria e organizar os próximos dias de trabalho.

No hotel da selecção, dois jornalistas espanhóis do diário “As” estavam hospedados sob um disfarce que durou pouco tempo. Um deles tentou inclusivé passar disfarçadamente um telemóvel a Pepe para uma futura entrevista, mas foi detectado e depois de se confirmar a “intrusão”, foram encostados à parede e obrigados a escolher: a estadia ou a credencial. Nuestros hermanos optaram pela 2ª via.



Com uma produção que ronda em média os 4-5Gb de fotos por dia, não há discos duros que aguentem, por isso há que ir gravando dvd’s ou fazendo cópias para um disco externo. Para encontrar determinada foto deste ou aquele jogador rapidamente é necessário manter o arquivo organizado e acessível. É uma tarefa árdua, mas necessária todos os dias.

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